sábado, 19 de abril de 2008

Vento No Litoral



Vento No Litoral (Dado Villa-lobos, Marcelo Bonfá E Renato Russo)

De tarde eu quero descansar, chegar ate a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
...

sábado, 12 de abril de 2008

Codinome Beija-Flor

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

(Cazuza/Reinaldo Arias/Ezequiel Neves)



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Se ainda tivesse tempo

Se ainda tivesse tempo
Ainda que no relento
Ficaria sempre atento
E sopraria ao vento
Que o meu sentimento
É nesse momento
Um indecifrável conhecimento
De tudo aquilo que não pude ter.

(Ruan Carlos Teles)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Um livro magistral.


"Naquele momento, uma certeza me veio à cabeça: Deus jamais condenaria um amor tão verdadeiro como o meu. Um sentimento puro como este, desprovido de qualquer preconceito, egoísmo, inveja, nojo ou seja lá o que mais pode ser pecado. Deus teria que ser insensível para me condenar ao inferno."

"Como crianças, deixamos o quarto na maior bagunça. Camisetas, cuecas, meias brancas, calcinha, e sei lá mais o quê, espalhavam-se em completa desordem. Nus e ao som de músicas antigas, brincamos com os nossos corpos sem qualquer limite. Em pouco tempo, batizamos a cama. Renato jorrou no meu peito e eu - quase ao mesmo tempo que ele - esporrei nas coxas da Beatriz, que já havia gozado quando nos revezamos em senti-la pela frente."

terça-feira, 1 de abril de 2008

Identifico-me

Bela música do nosso eterno poeta Raul Seixas, com fotos do Marcelo Arantes. (Personalidades marcantes)


Maluco Beleza - Raul Seixas e Claudio Roberto

Enquanto você se esforça prá ser
um sujeito normal
e fazer tudo igual

Eu do outro lado, aprendendo a ser louco
Um maluco total
na loucura real

Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez

Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza

Este caminho que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
por não ter onde ir

Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez

Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Eu vou ficar.....

segunda-feira, 31 de março de 2008

Déjà Vu - Pitty

Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade, já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo


Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai


E não há razão que me governe
Nenhuma lei pra me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo nu


A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou


Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo


A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou


Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

domingo, 30 de março de 2008

Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
(Manuel Bandeira)